06/07/2009

O som que ouvimos no dia-a-dia

O gráfico acima chamado de "audiograma de sons ambientais", nos mostra a relação da intensidade de ruído em dB (Decibel) eixo na vertical e a respectiva frequência (Khz) eixo na horizontal. Podemos considerar que a inteligibilidade da fala está concentrada entre as frequências de 500 a 2000 Khz, isso explica o fato de algumas pessoas que apresentam rebaixamento auditivo (perda auditiva) nessas frequências, trocarem uma palavra por outra. Uma criança que está na fase de aquisição da linguagem (está aprendendo a falar) pode trocar alguns fonemas auditivamente semelhantes, como: /T/ e o /D/, o /F/ e o /V/, o /K/ e o /G/ falam "vaca" ao invés de "faca" ou "cato" no lugar de "gato". Pois essas palavras estão na mesma faixa de frequência. Esse erro pode ocorrer também na escrita. Outro fato interessante é o de algumas pessoas conseguirem identificar determinado tipo de som e não reconhecer outro que esteja na mesma instensidade (volume). Por exemplo ouvir o som produzido por um caminhão ou de uma pessoa falando e não conseguir escutar o cantar de um pássaro, pois como vemos na figura, as frequências são diferentes, a do caminhão uma frequência mais grave já a de um passáro mais aguda ou ao contrário ouvir um cachorro latindo e não escutar uma campainha que esteja em frequência mais aguda. Ou seja, não é só o volume do som que interfere em nossa audição, devemos considerar a frequência. Em entrevista com a fonoaudióloga Silvana das Neves Castello, para o blog , obtivemos várias dicas fundamentais. "Sempre que houver exposição a ruídos a partir de 80 dB (A) é indicado o uso do protetor auricular, a partir de 100 dB (A) é indicado o uso de 2 protetores (plug de inserção mais o protetor tipo concha/abafador), para melhor atenuação do ruído e consequentemente proteção auditiva." Outros cuidados: "Não utilizar MP3 por tempo prolongado e com o volume alto, cuidado ao frequentar ambientes ruidosos como danceterias e casas noturnas, caso o faça procurar ficar longe das caixas de som. Não utilizar "cotonetes" para limpeza do conduto auditivo, pois além deste hábito poder causar lesões no conduto auditivo/tímpano, pode ocasionar um acúmulo ainda maior de cerúmen (cera) provocando uma obstrução total deste canal que é uma via fundamental para o processo de condução sonora, deixando o indivíduo com uma perda auditiva temporária até que a cera seja removida por uma médico." Finaliza a especialista.

0 comentários: